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Desmitificando a CNV: 5 ideias para deletar já


A Comunicação Não Violenta, também chamada de CNV, se tornou assunto recorrente nos últimos anos. Se por um lado é muito bom, pois a torna mais conhecida, por outro percebemos também certa vulgarização do conceito.


Tem sido frequente notarmos até mesmo uma resistência de pessoas ao tema. Em grande parte, o motivo vem de mitos acerca da CNV que se tornaram crenças e que definitivamente não têm nada a ver com o que ela é, de fato.


Atentas a isso, vamos desmitificar várias das afirmações errôneas mais comuns e explicar por que elas não fazem sentido. Então, antes que o ranço se instale de vez, topa quebrar esses mitos com a gente?


1. Se estou com raiva de alguém, é hipocrisia usar CNV com ele


É preciso diferenciar uma Comunicação Não Violenta de uma comunicação passivo-agressiva. A passivo-agressividade é quando você finge que está tudo bem e de alguma maneira “se vinga” posteriormente.


A CNV parte da aceitação das suas emoções em relação a determinado fato e da condução madura da situação. Isso é primeiramente sobre inteligência emocional. Aliás, é por meio da identificação de como você se sente diante de determinada situação (pontual ou não) que será possível praticar a Comunicação Não Violenta e, em seguida, encontrar soluções.


2. É só lembrar-se dos 4 pilares da CNV e pronto


Vamos com calma! Os pilares ou estágios da Comunicação Não Violenta são referências e organizam o raciocínio para nos expressarmos com equilíbrio, empatia e assertividade. São eles: observar, entender a emoção envolvida, identificar a necessidade e fazer um pedido.


Deve-se compreender a Comunicação Não Violenta como uma base conceitual, uma forma de pensar e de agir consigo e com as pessoas. É uma visão de mundo, que vai muito além da linguagem usada. Assim, com o tempo e com a prática, executar a CNV ficará mais natural e será mais que um passo a passo.


No dia a dia, na vida real mesmo, ali com as emoções à flor da pele, nem sempre é possível cumprir as quatro etapas. Contudo, se você absorve a essência da CNV, mesmo sem seguir à risca o roteiro, certamente poderá ter uma postura não violenta.


3. Comunicação Não Violenta evita conflitos


Temos aqui mais um mito bastante propagado. A tônica da CNV não é evitar ou eliminar conflitos, e sim resolvê-los. É nos fazer lidar com eles de maneira empática, assertiva e autêntica. Isso envolve a linguagem, o tom de voz, a expressão não verbal e, ainda, a postura, a maneira de conduzir as situações.


Aquele e-mail que você para e dá uma respirada antes de responder; a conversa difícil para a qual você se prepara com antecedência, a discussão que você deixa para outro momento, pois está sem cabeça ou “pê da vida”… Esses são exemplos que fazem parte da Comunicação Não Violenta em sua integridade. Evitar conflitos é esconder a sujeira embaixo do tapete. Praticar a CNV é limpar a sujeira de forma efetiva e humanizada. Percebe a diferença?


4. É falar manso, sem gritar


Gritar realmente não faz parte de uma comunicação respeitosa. Porém, a ausência do grito e uma voz baixa não garantem que a CNV está sendo praticada. O conteúdo da mensagem importa, o contexto em que se conversa importa e a postura também. Portanto, praticar a Comunicação Não Violenta é mais do que falar em volume ameno.


Nós todos podemos ser extremamente tóxicos, impacientes e desagradáveis sem levantar a voz. Preste atenção a isso.


5. Comunicar-se de forma não violenta é um dom


Algumas pessoas realmente nascem com habilidades como empatia e autenticidade, e isso faz parte da personalidade delas. Isso não significa que não se pode aprender, já que comunicar-se bem é uma competência. Logo, pode ser adquirida, sim. Basta você ter interesse, dedicação e procurar os meios certos para aprender e aperfeiçoar a CNV.


Além dessas afirmações equivocadas, é preciso ter atenção à maneira como se menciona a Comunicação Não Violenta. Ela não pode ser uma “arma” ou ferramenta para constranger os interlocutores. Se você já disse ou ouviu: “É, fulano, você está precisando conhecer a CNV para deixar de ser tão grosseiro”, saiba que esse é um exemplo do total oposto do que ela propõe.


Sentimentos como raiva, mágoa e frustração são humanos. Os conflitos de ideias fazem parte de toda convivência, é normal não ter afeto por todo mundo. A Comunicação Não Violenta não nega isso, não pressupõe que o contexto não nos afete. Tudo o que propõe que você se desumanize, pode ter certeza de que não é CNV. Tudo o que, mesmo falado de forma doce, ofende e assedia as pessoas não é CNV. Ela é composta e atravessada pelo poder da escuta, pela empatia e, acima de tudo, pelo respeito.


Quer levar a Comunicação Não Violenta para sua equipe, de modo real e humanizado? A 2um ajuda você. Conheça mais sobre nosso trabalho em nossos perfis nas redes sociais.



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