Comunicação não violenta e o que muda na sua vida

Provavelmente, você já ouviu falar sobre CNV – Comunicação Não Violenta, certo? Mas afinal, o que muda na sua vida saber e aplicar isso? É o que vamos lhe contar no texto de hoje! Primeiro, é importante compreender que a CNV auxilia-nos a nos expressarmos melhor e, sobretudo, a compreendermos os outros. E isso transforma muito as nossas relações.


A Comunicação Não Violenta é baseada em um conjunto de habilidades de linguagem e comunicação. Aplicá-la, auxilia-nos a passar por situações conflitantes de maneira mais leve. Sabe aquele impacto negativo que acabou com o seu dia por causa de um diálogo complicado? Pois é, isso passa a afetar-nos com uma proporção muito menor quando aplicamos as técnicas da CNV.


Quando nos tornamos mais conscientes da maneira que nos comunicamos, paramos de esperar que as pessoas compreendam-nos e buscamos a nossa responsabilidade em conhecer-nos e expressar-nos com clareza.


Como adotar a comunicação não violenta no dia a dia


Observe sem rotular


É comum que, diante de várias situações, o nosso cérebro queira julgar e rotular como “bom” ou “ruim”, “certo” ou “errado”, porém, isso é o que está por trás de muitos conflitos.


Experimente observar sem nomear, vivenciar o fato como ele é, ou seja, imagine como se você se afastasse da situação, pegasse um avião e lá de cima visse tudo como uma terceira pessoa, sem rotular.


Perceba os seus sentimentos


Ainda que isso nos coloque em uma posição vulnerável, nomear o que estamos sentindo é uma forma de percebermos que aquilo não somos nós. E dessa forma, fica mais fácil entender o que estamos sentindo para então, comunicarmo-nos de forma mais consciente.


Essa é uma parte importante para distinguir a diferença entre o fato e a forma como sentimo-nos sobre ele. Quando não fazemos esse exercício, as chances de misturarmos nossos sentimentos com a situação é grande. Dessa forma, fica ainda mais desafiador gerar conexão com as pessoas e ser compreendido.


Identifique o que está por trás dos sentimentos


Qual necessidade você deseja suprir? O que esse sentimento revela? Rosenberg, autor do livro Comunicação Não-Violenta, ressalta que quando alguém expressa suas necessidades, há uma chance maior de que elas sejam atendidas.


Deixe claro o que deseja


O próximo passo é expressar os três aspectos anteriores e deixar claro o que se espera por meio de um pedido honesto e transparente.


Exemplos de uma comunicação não violenta no dia a dia


É importante reforçar que esse tipo de linguagem pode ser utilizado com qualquer pessoa, desde os mais íntimos, aos contatos profissionais, por exemplo. Então não é sobre escolher quando utilizar a comunicação não violenta e sim de incorporá-la ao seu dia a dia no relacionamento consigo e com os outros. Alguns exemplos para ilustrar:


Se uma pessoa insultou alguém com suas palavras, mesmo que sem intenção, diga a essa pessoa os impactos que essa atitude causou e não a rotule com frases do tipo: “Você está errada” ou “Você é grossa”. Ao invés disso, procure dizer: “A forma como falou pode ter agredido a outra pessoa e isso faz com que ela se afaste”.


Em uma determinada situação em que o outro começou a falar em um tom mais agressivo, você pode dizer: “Você pode falar mais baixo?” ao invés de falar: “Você fala muito alto, eu não gosto!”


Ao testemunhar uma atitude agressiva de um colega de trabalho, você pode usar a CNV da seguinte forma:


Pedro, quando você fala alto comigo aqui no escritório, na frente de outras pessoas (o fato em si), sinto-me diminuída, humilhada (sentimentos), e preciso me sentir respeitada, especialmente nesse ambiente corporativo (necessidades). Você pode, a partir de hoje, chamar-me na sua sala, em particular, quando quiser falar comigo? (pedido honesto e direto).


A Comunicação não violenta coloca-nos em um lugar aonde entendemos que o que o outro diz pode ser um estímulo, um gatilho e nunca a causa dos nossos sentimentos.


Quando o outro expressa algo que revela um ponto desafiador nosso, temos a oportunidade de identificar necessidades que estão sendo reprimidas e nutri-las de outra forma. Ou quando o outro revela-nos uma necessidade dele que não está sendo atendida, podemos a partir disso, ter compaixão e trazer mais empatia para a relação.


E se você deseja adotar a CNV no seu dia a dia para melhorar suas relações, sentir-se confiante e seguro em conversas difíceis, fale com a 2um!