Como adequar a sua comunicação à linguagem neutra de gênero

Um dos temas mais relevantes para inclusão social e representação em comunicações corporativas é a linguagem neutra de gênero. Comunicar-se com neutralidade - sem a limitação de especificar o gênero feminino ou masculino - faz parte do que chamamos de linguagem neutra de comunicação. ⠀⠀


Não é novidade que o gênero masculino é dominante em relação ao feminino na língua portuguesa. Sempre quando nos referimos a um grupo de pessoas com homens e mulheres, por exemplo, utilizamos a forma masculina.⠀


Além disso, o padrão é nos referirmos a pessoas de gênero desconhecido com o uso das formas masculinas. Por exemplo, se estamos falando com uma pessoa que está lendo este post, é comum utilizarmos o gênero masculino em palavras como “leitor” e/ou “se você ficou interessado”.


A ideia de usar a linguagem neutra é quebrar esses vícios da língua portuguesa com o objetivo de permitir que as pessoas se sintam mais representadas e incluídas nos diferentes diálogos da sociedade. Ao utilizar esse recurso, a comunicação se torna mais inclusiva, respeitosa e abrangente, buscando quebrar o binarismo imposto pelos gêneros tradicionalmente aceitos pela sociedade (masculino e feminino).

Agora que você já sabe o que significa a linguagem neutra de gênero, veja como adotar esse tipo de linguagem.


Como adotar a linguagem neutra de gênero


É importante deixar claro que não basta mudar os adjetivos e substantivos para masculino ou feminino, pois existem pessoas que não se identificam com nenhum desses dois gêneros.


Por isso, separamos algumas das principais dicas para conseguir adequar a comunicação sem excluir ninguém do diálogo. Vamos lá:

- Evite artigos ou pronomes que determinem gênero. Exemplo: Em vez de colocar “os participantes da reunião” ou “os líderes”, prefira “participantes da reunião” e “líderes”.

- Use “pessoas” para substantivos que variam de acordo com o gênero. Exemplo: em vez de utilizar “colaboradores”, “executivos”, opte por “pessoas que trabalham na empresa” e “pessoas executivas”.

- Para se referir a grupos de pessoas, procure por formas alternativas de representação. Exemplo: substitua “os diretores”, “os coordenadores”, por “a diretoria” e “a coordenação”.

- Para quem está lendo um texto, pense em alternativas que não definam gênero. Como, por exemplo, “ficou interessado?” ou “mantenha-se atualizado” troque por “tem interesse?” e “continue se atualizando”.

A linguagem neutra de gênero no ambiente de trabalho


No ambiente corporativo, não é raro percebemos uma comunicação pouco inclusiva por parte de algumas marcas. Por essa razão, trouxemos mais alguns exemplos de como adotar a linguagem neutra de gênero no ambiente de trabalho. Confira:⠀ Em oportunidades de trabalho


Na descrição de uma vaga, por exemplo, intitulada como “Vaga para Coordenadora de atendimento - Principais características: dinâmica, pró-ativa, organizada, com experiência no atendimento ao cliente”, é interessante substituir por “Vaga para pessoas que têm experiência em coordenar equipes de atendimento - Principais características: pessoas dinâmicas, pró-ativas e organizadas”. ⠀ Veja alguns exemplos de como se referir a um colega de trabalho ou a um grupo de pessoas “Eu encontrei a Letícia na sala de reunião.”/ “Eu encontrei Letícia na sala de reunião.”⠀ “Os colegas do setor financeiro ajudaram João a escrever o texto.”/ “Colegas do setor financeiro ajudaram João a escrever o texto.”⠀ “O funcionário se sente incluído com o uso de uma linguagem neutra de gênero.”/ “As pessoas que trabalham na empresa se sentem incluídas com o uso de uma linguagem neutra de gênero.”⠀ “As secretárias estão sempre ocupadas com ligações e agendamentos.”/ “Pessoas que trabalham na secretaria de consultórios estão sempre ocupadas com ligações e agendamentos.”⠀

A linguagem neutra gênero sob um novo olhar


Utilizar esse tipo de linguagem é um dever de quem quer conviver bem em sociedade, além de ser um papel das pessoas envolvidas no processo - como profissionais de comunicação e lideranças empresariais - entenderem o impacto de uma linguagem inclusiva.


Diante dessa perspectiva de mudança no cenário da comunicação, conversamos com Júlia Victoria Moura, Analista de Negócios, uma mulher trans, que nos contou um pouco sobre como ela percebe a adoção da linguagem neutra de gênero e como se sente quando encontra marcas que ainda não adotam essa forma de diálogo.


“Eu me sinto discriminada quando primam por utilizar pronomes masculinos nas comunicações das marcas. De fato, muita coisa foi definida por homens e a língua portuguesa tem esse caráter machista, em virtude da exclusão histórica das mulheres em diversos aspectos da nossa sociedade.


Quando alguma marca utiliza uma comunicação que não inclui as mulheres, ela também está sendo exclusiva com aquelas pessoas que não se identificam com os gêneros feminino e masculino.


Uma das propostas da linguagem neutra de gênero é incluir as mulheres que, historicamente, foram excluídas ou pouco incluídas em algumas posições sociais, e também as pessoas que estão no espectro não binário.


Na minha visão, as empresas que optarem por utilizar uma linguagem neutra de gênero vão se diferenciar, vão alcançar mais pessoas porque terão uma comunicação mais inclusiva.

Infelizmente, algumas empresas alegam não terem como público as pessoas que fazem parte do grupo LGBTQIA+, porém, esquecem-se que esse grupo tem aliados e que muitas pessoas estão de olho para ver se a marca que elas consomem tem esse cuidado de incluir esse público na sua comunicação, nas suas campanhas.


Eu vejo como um ganho para a sociedade porque quando uma marca adota a linguagem neutra de gênero não tem como voltar atrás. Até, porque, seria um absurdo as empresas terem essa incoerência no discurso, sem falar que as pessoas percebem essa postura fake logo de cara e estão com um olhar mais atento para isso.”


Mentoria Pocket para adequar a comunicação e a experiência do cliente

Nós entendemos que a única forma de acertar no uso da linguagem é praticando e, nesse processo, a 2um preparou uma Mentoria Pocket para adequar o diálogo das marcas e a relação delas com os diferentes públicos, com foco na adaptação de toda a comunicação corporativa e experiência do cliente de acordo com a linguagem neutra de gênero. Essa mentoria possui um formato enxuto e oferece insights, dicas de ferramentas e orientações sobre estratégias para melhorar os resultados na comunicação.


Na mentoria, dois encontros são realizados, sendo que o primeiro contempla um mini diagnóstico sobre os tipos de mensagens que circulam no ambiente corporativo e a elaboração de um plano de ação para mudança na abordagem. No segundo encontro, é feito uma revisão do plano e novas estratégias são sugeridas a partir dos resultados da primeira conversa.


Quer saber mais sobre esse serviço na 2um? Entre em contato com a nossa equipe!

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